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Número crescente de alunos estrangeiros desafia o ensino em Portugal

O número crescente de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas, representando quase um em cada dez alunos do básico e secundário, levanta preocupações sobre a necessidade de promover o ensino do português como língua não materna.


logo CNE

O presidente do Conselho Nacional da Educação (CNE), Domingos Fernandes, destaca que cerca de 11% dos alunos não falam português, o que gera desafios significativos num sistema educacional rígido e regulamentado.


O relatório "Estado da Educação 2022" revela que mais de 100 mil alunos estrangeiros estavam matriculados em escolas portuguesas em 2021/2022, oriundos de mais de 200 países. O aumento do número de alunos estrangeiros pode resultar em falta de qualificações, dificuldades de emprego e formação de "guetos".


A maioria dos alunos estrangeiros está concentrada nos primeiros ciclos do ensino básico, com quase metade sendo de origem brasileira, seguidos por angolanos e ucranianos. Apesar dessa tendência, a proporção de alunos estrangeiros com acesso ao ensino de português língua não materna é baixa.


Domingos Fernandes critica a falta de debate político sobre questões educacionais, incluindo a proposta do CNE de abolir o segundo ciclo do ensino básico. Ele também destaca a importância de investir na qualidade do ensino secundário, incluindo o ensino artístico especializado, para preparar os alunos para o ensino superior, o mercado de trabalho e outras oportunidades futuras.

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