Para encerrar a série de colunas do ano de 2019, vamos refletir sobre a profissão de professor de português para estrangeiros no Brasil. Nesse texto, você vai encontrar experiências de 14 anos de magistério para diferentes públicos, nacionalidades e contextos de ensino de PFOL da autora da coluna. Caso tenha alguma experiência diferente que queria nos contar, pode deixar seu comentário.

Se perguntarem o que há de melhor em sua profissão? A resposta, sem hesitação, é “as pessoas”, ou melhor os alunos. Poder estar em contato com pessoas de várias partes do mundo, de diferentes culturas e, na maioria das vezes, intraculturas, é muito especial. Ao pensar em todo o meu trabalho, fico muito feliz em poder ter a oportunidade de me conectar com indivíduos totalmente diferentes de todos os cantos do mundo. E essa conexão pode ser com pessoas em situação de refúgio, expatriados diretores de multinacionais, crianças que estão acompanhando os pais, é uma conexão que ultrapassa idioma, nacionalidade, classe socioeconômica e idade.

A segunda coisa é poder ter visões de mundo diferente que ajudam a ter empatia, a pensar em quão diferente tudo é para cada ser e a pensar de forma diferente na resolução de problemas. Conhecer outro modo de ver as coisas faz ampliar a mente e o modo de analisar uma situação ou problema.

A terceira razão por gostar da profissão é sentir-se fazendo a diferença no mundo. Ajudar um estrangeiro a se adaptar ao país, a entender a língua/cultura brasileira é contribuir para que mais pessoas possam se sentir bem em um pequeno espaço do planeta.

A quarta é fazer o Brasil, um país tão lindo, de povo encantador (é clichê mas é a mais pura verdade) ser (re)conhecido por tudo o que é. Apesar do país ter muitos problemas (assim como todos os países têm), ele é apaixonante. Mostrar um pouco do quão linda e rica é a nossa língua/cultura e o quanto os alunos também podem ampliar seus pensamentos aprendendo-a, é uma forma de retribuir a tudo o que o país e a cultura do Brasil deram a mim.

Poderia escrever muitas outras razões, mas esses são os meus principais motivos de amar minha profissão e desejar que todos possam um dia serem professores de PFOL, especialmente no Brasil. Quais são os seus?

Luhema Ueti é professora de PFOL desde 2005, formada Letras e Pedagogia, com Mestrado em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Escreve nesse espaço duas vezes por mês.

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